CDS considera preocupante a situação de pobreza na Região
Plano e Orçamento 2019

A deputada Rute Gregório referiu, esta terça-feira, em sede de discussão do Plano e Orçamento da Região para 2019, que a situação de pobreza que existe na Região representa um “problema central, que não se pode menosprezar”, lamentando que, “em matéria de Solidariedade Social, o presente Orçamento, apresente um decréscimo geral de quase 10 milhões de euros e de quase 11 milhões de euros no âmbito do Plano”, em relação a 2018.

“Não se pode deixar de constatar e afirmar que a pobreza e a exclusão social são ainda um dos traços caracterizadores do nosso país e são ainda um dos traços caracterizadores, também, da nossa Região. Se o quadro geral do país é “extremamente preocupante”, o panorama dos Açores apresenta, ainda, índices agravados” – disse Rute Gregório.

Rute Gregório afirmou que “desde 1994 que existem indicadores de pobreza que apontavam a Região Autónoma dos Açores como a primeira ou a segunda região do país com maiores percentagens de população pobre”, sendo que, “perante a inexistência de indicadores de estrutura e de caracterização multidimensional do fenómeno, são as taxas de escolaridade, de abandono escolar, de situação perante o emprego, entre outras, e particularmente as percentagens de beneficiários do Rendimento Social de Inserção (RSI), que têm constituído as principais ferramentas de compreensão da pobreza no arquipélago”.

Dando exemplos concretos de dados considerados essenciais à compreensão do fenómeno nos Açores, a deputada do CDS referiu, no âmbito do RSI, que os Açores apresentam uma média 3,5 superior à média nacional, que a taxa percentual de abandono precoce de educação e formação (28%) é mais do dobro da médica nacional (13%) e que a taxa da população com 15 ou mais anos sem ensino secundário apresenta 9 pontos percentuais acrescidos relativamente à média nacional.

“Ainda este mês o Conselho de Ilha de São Miguel fez saber, que os dados relativos a São Miguel são gravosamente mais preocupantes. Com aproximadamente 56% da população do arquipélago, é na ilha de São Miguel que se concentram 77% dos beneficiários do RSI e 73% dos beneficiários do Complemento Solidário de Idosos. As conhecidas e antigas bolsas de pobreza micaelense estão longe de ser resolvidas, volvidos 40 anos da fundação da Autonomia. E isto só para falar dos mais pobres entre os pobres e não de todo o universo de pobreza realmente existente” – acrescentou Rute Gregório. 

CDS Açores
27-11-2018
Comunicação
Categoria: CDS Açores

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