Dar valor ao Faial

 

 

Rui Miguel Oliveira Martins, licenciado em farmácia pela Escola Superior Técnica de Saúde de Lisboa, membro de diversas associações de índole cultural e ambiental no Faial (Teatro de Giz,  Azórica – Associação de Defesa Ambiental e Música Vádia, da qual é um dos fundadores e membro do grupo músical Bandarra). É atualmente Presidente da Comissão Política da Ilha do Faial do CDS-PP, cargo para que foi eleito em Maio de 2015, precisamente um mês antes de ter assumido responsabilidades como membro da Comissão Política Regional do partido. Já foi candidato em listas do CDS, então na qualidade de independente, nas Regionais de 2012 (como segundo candidato), ou nas Autárquicas de 2013, à Câmara Municipal na Horta.

Na sua apresentação frisou que “é com grande orgulho e sentido de missão que me apresento perante vós”, assumindo que “a decisão foi ponderada, mas não foi difícil de tomar”, até porque “há muito tempo que tinha a perceção que tinha que sair da minha zona de conforto, ou seja, deixar de ser um critico de bancada e passar à ação”. Tudo isto, justificou, porque “é necessário mostrar que, no Faial, existem pessoas com ideias, que fogem à norma do poder instalado”.

Reconhecendo que o panorama que espera a sua candidatura “é tudo menos fácil”, dada “a cristalização do voto no Faial (as pessoas votam assim, porque sempre votaram”), mas, também, pelo desinteresse que a política e os políticos têm provocado nas pessoas, Rui Martins salienta que “o Faial tem 4 deputados e que isso não contribuiu minimamente para a decisão de quem é que é Governo nos Açores”, criticando “os principais partidos por fazerem campanha na ilha sempre a ludibriar os eleitores eventualmente mais incautos, dizendo-lhes que se o seu voto é num candidato a presidente do governo regional. Isto não é verdade. Exatamente pelo facto desta decisão de quem forma governo não passar pelo Faial é que sou apologista que temos que ter diversidade e pluralidade de vozes e opiniões na Assembleia Legislativa da Região, em defesa dos interesses dos Faialenses”.

Crítico do desempenho dos eleitos do PS e do PSD pela ilha ao longo dos anos, o cabeça de lista do CDS-PP afirma que “a realidade de 2 deputados a favor, porque tem que ser assim, e de 2 deputados contra, porque assim tem que ser, não serve o Faial e não serve os Faialenses. A minha candidatura não é contra ninguém, é a favor do Faial, e da relevância que esta ilha merece no panorama regional, porque, a realidade, é que o Faial perdeu a importância e o papel que tinha junto dos decisores políticos regionais”.

Por fim, definiu-se: “Eu não sou a favor porque sim, nem sou contra porque não. É necessário questionar, descodificar a importância e o objetivo das propostas, das iniciativas, dos projetos e, até mesmo, das algumas toneladas de betão que ciclicamente nos despejam aqui na ilha, de certo modo para satisfazer a clientela local e eles poderem dizer aos seus congéneres que, afinal, o Governo até se preocupa connosco. Não me candidato para defender ideologias; candidato-me para defender ideias; para defender projetos que possam dinamizar a economia local, captar investimentos e contribuir para que a riquíssima história desta ilha se volte a repetir como baluarte cosmopolita desta Região, que a cidade da Horta sempre foi”.

 

REGRESSAR AO INÍCIO

Envie-nos a sua opinião

 

The server encountered an error.

Thanks! We received your info.