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DAR VALOR AOS AÇORES

Voo Terceira-Porto: Artur Lima quer razões objetivas que justifiquem o fim da rota

 

O Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, quer saber quais as razões que poderão estar na origem do fim da ligação aérea Terceira-Porto, realizada pela Azores Airlines há 10 anos, mas que está para deixar de se realizar a partir do próximo mês de outubro.

Num requerimento entregue no Parlamento Açoriano, Artur Lima questiona o executivo socialista (acionista único da transportadora aérea regional) sobre as razões que possam justificar a decisão de abandonar a rota e questiona sobre “que alternativas pondera o Governo Regional e o Grupo SATA dar aos Açorianos servidos pela gateway da ilha Terceira, relativamente ao eventual abandono da rota Terceira-Porto-Terceira por parte da Azores Airlines?”.

O Líder Parlamentar democrata-cristão lembra que esta rota iniciou-se em maio de 2007, apenas durante o verão, e acentua o conjunto de propostas do CDS no sentido de alargar esta operação a todo o ano e a mais do que um voo por semana.

“Logo em maio de 2007, o CDS-PP desafiou, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, o Governo Regional a apoiar a realização daquela rota aérea, durante todo o ano. Este desafio político fundamentava-se numa reivindicação antiga da população e justificava-se em estudos técnicos efetuados que, já em 2007, apontavam um grande potencial de tráfego, sobretudo de estudantes, pessoal da área da saúde e desportistas entre a ilha Terceira e a cidade do Porto”, diz.

Mais, acrescentou Artur Lima: “em setembro de 2012, o CDS-PP apresentou na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores um Projeto de Resolução, aprovado por unanimidade, que, entre outras, recomendava ao Governo Regional que, na sua qualidade de único acionista do Grupo SATA, adotasse as diligências de sua competência para que a SATA Internacional reforçasse as suas ligações na rota Terceira-Porto, nomeadamente com a realização de dois voos, de ida e volta, diretos, entre a Ilha Terceira e o Porto, no verão IATA, e um voo semanal, de ida e volta, direto entre a Ilha Terceira e o Porto, no Inverno IATA”.

Constatando que, mesmo “com a liberalização do espaço aéreo, em 2015, e apesar da entrada de companhias low cost nas ligações entre a Terceira e o Porto, a Azores Airlines manteve a ligação entre as Lajes e o Aeroporto Francisco Sá Carneiro”, Lima salienta que “com a publicação dos horários de inverno 2017/2018, constata-se que a Azores Airlines retirou dos horários a ligação Terceira-Porto, a partir do próximo dia 12 de outubro, dia em que realizará o seu último voo nesta rota”.

Assim, o Grupo Parlamentar do CDS-PP questiona o Governo sobre se “confirma que a Azores Airlines vai deixar de assegurar a ligação Terceira-Porto a partir de outubro de 2017?” e, em caso de resposta afirmativa, “quais as razões objetivas que justificam esta decisão?”.

Artur Lima interpela ainda a tutela sobre “quais as taxas médias anuais de ocupação das frequências Terceira-Porto e Porto-Terceira, desde 2007, ano em que se iniciou a operação, e até ao final do primeiro semestre de 2017?” e pede esclarecimentos sobre “que alternativas pondera o Governo Regional e o Grupo SATA, dar aos Açorianos servidos pela gateway da ilha Terceira, relativamente ao eventual abandono da rota Terceira-Porto-Terceira por parte da Azores Airlines?”.

 

Horta, 14 de julho de 2017

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